quarta-feira, 30 de março de 2011

Gangri Thokar

  

    Gangri Thokar é um famoso pico no Tibet Central, fica cerca de 25 km de Lhasa e literalmente significa "A Montanha Crânio Branco Neve". Foi aqui, no refugio Orgyen Dzong, que Longchenpa ensinou e compôs muitos de seus mais importantes escritos. Séculos mais tarde, Lochen Chonyi Zangmo, uma famosa praticante de chod, fundou o convento Shuksep nas encostas mais em baixo da montanha. A quietude do lugar, a altitude de 5 mil metros e a paisagem repleta de vales e montanhas são um convite natural a meditação.

domingo, 27 de março de 2011

Stupa de Swayambhunath




    Em julho de 2008 foi iniciada a décima-quinta restauração e renovação da Stupa de Swayambhu, a iniciativa foi de Tarthang Tulku Rinpoche como parte de seu trabalho de preservar e dar suporte ao Dharma.

    Alguns dos melhores artistas do Nepal trabalharam na remoção, reparo e reinstalação das partes e peças de ouro, cobre, ferro e maderia da Stupa, incluindo um novo dourado no grande Vajra que fica ao lado. Os trabalhos terminaram no auspicioso mês do Saga Dawa, maio de 2010, e para celebrar a conclusão da renovação um grande evento pela paz foi realizado em 27 de maio.

    A população foi incentivada a acender uma lamparina e fazer um minuto de silencio, muitos fizeram isso em suas casas, no Nepal e em outras partes do mundo, milhares compareceram pessoalmente ao evento. Mais de treze mil velas iluminaram todo o complexo e ao cair da noite inicio-se a cerimônia de iluminação oficial. Após o sinos tocarem, foi feito um minuto de silencio pela paz no mundo, então as lâmpadas se acenderam e um famoso coral nepalês cantou musicas  de paz. Com os quatro lados da Stupa iluminados, as pessoas presentes fizeram circumambulações (kora) durante horas, desfrutando as bençãos da Stupa, agora luminosa e brilhante, e da paisagem no topo do coração do Vale de Kathmandu.

    Em junho de 2010 foram feitos três dias de pujas para a consagração da Stupa. As mandalas ao redor da Stupa foram cobertas de flores. Mais de 200 tigelas de oferenda de água com açafrão e flores foram colocadas ao redor da Stupa, e tecido amarelo foi oferecido ao redor das rodas de oração e dos principais templos próximos. Centenas de bandeiras, recém impressas, de Manjushrinamasanghiti foram asteadas, incensos e grandes lamparinas de manteiga foram oferecidas nas quatro direções.



    O primeiro dia de puja foi presidido por Chokyi Nyima Rinpoche com a participação de mais de 300 monges e monjas. O segundo dia foi presidido por Phachok Rinpoche e novamente mais de 300 monges e monjas estiveram presentes. O ultimo dia de puja foi presidido por Tulku Urgyen Yangsy Rinpoche, Chokling Rinpoche, Chokyi Nyima Rinpoche, Tharik Rinpoche Chosgyas Shapdrung Rinpoche, Shangpa Rinpoche e Zang Zang Rinpoche e mais de 2000 monges e monjas das quatro principais escolas do budismo tibetano. 



    Sua Santidade Trulshik Rinpoche realizou a consagração principal de um helicóptero que sobrevoou a Stupa três vezes soltando flores. Orações foram recitadas pelos monges para selar as bênçãos da tradição Nyima com a Stupa de Swayambhu para sempre.



sábado, 26 de março de 2011

Stupa de Swayambhunath



  
    Swayambhu significa auto surgido e esta Stupa foi construída, segundo tradições diferentes, em torno de uma pequena Stupa de cristal que surgiu espontaneamente no alto desta colina ou de uma flor de lótus, que naturalmente irradiava luz, no tempo do Buda Shikhin. A colina de Swayambhunath,  segundo Trulshik Rinpoche, foi abençoada por milhares de Budas e será abençoada por todos os Budas do presente kalpa, é muitas vezes considerada o lugar mais sagrado do Vale de Kathmandu, no Nepal. De acordo com o sétimo Dalai Lama, esta Stupa é a fonte de toda felicidade no mundo. 

    Segundo relatos tradicionais, a Stupa estava no meio de um grande lago, quando Manjushri e dois amigos viram-na em seu caminho chegando de Wu Tai Shan na China. Manjushri achou a Stupa tão incrível, que ele se perguntou o que poderia fazer, para que peregrinos pudessem caminhar até ela em suas praticas devocionais. Então ele cortou a montanha com sua espada e a água derramou-se por quatro dias e quatro noites, criando o lago Madara em Chobar, no sudeste de Kathmandu, no caminha para Pharping.

    Há uma profecia, de quando duas presas vierem comer a Stupa em Swayambhunath, esse será o inicio do declínio do budismo no Nepal. O quarto Khamtrul Rinpoche, Tenzin Chokyi Nyima (1730-1780) disse em seu Guia do Peregrino para o Vale de Kathmandu, que isso se refere aos dois templos hindus, que lembram presas, e que foram construídos algumas centenas de anos, em ambos os lados da escadaria principal. Cerca de duzentos anos, após um tremor de terra, o governo reconstruiu a Stupa, que hoje é cercada por uma série de templos.

    Segundo Pema Kathang, Guru Rinpoche escondeu muitos termas em Swayambhunath. Este também é o lugar onde Marpa Lotsawa ouviu pela primeira vez o nome de Naropa e ali permaneceu por três anos "para se acostumar com o calor", de acordo com as instruções de seu mestre newari. Diz-se também que Thangtong Gyalpo viajou para a Stupa em um único instante através de seu poder magico. Cinco dias depois, uma pessoa rica lhe fez oferendas e ele as usou para pintar a Stupa de branco.

    Tibetanos fazem a circumambulação da Stupa propriamente dita (nangkhor) ou de toda a colina (pharkhor), e chamam isso de pakpa shing kun, "árvores sublimes de todos os tipos". As autoridades não concordam com a origem do termo, mas prevalece a historia de que o grande mestre Nagarjuna, numa ocasião, cortou seus cabelos e os espalhou rezando: "Que todos os tipos de árvores cresçam nesta sublime Stupa!" Depois disso muitas espécies de árvores cresceram ao redor da Stupa.

    Ao redor da Stupa principal encontram-se muitas estátuas de deidades e Stupas de tamanhos variados, que foram oferendas feitas por devotos de tradições hindus e budistas, desde tempos antigos até os dias de hoje.

quinta-feira, 24 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

Inspiração

Dilgo Khyentse Rinpoche
    
    Dilgo Khyentse Rinpoche era um siddha. Ele seguiu um grande número de mestres e atingiu o maior grau de erudição na maioria das áreas do conhecimento. Para nós ele era a personificação da vigília original de todos os budas, o senhor de todas as mandalas - um mestre que era indissociável da mente de Padmasambhava. Seu coração estava em paz em seu propósito compassivo para libertar todos os seres. E foi esse propósito que se mostrou no imenso "girar da Roda do Dharma" que ele manifestou durante toda sua vida.

    Quanto a Guru yoga, existem os mestres exteriores, interiores e mais secretos. O mestre exterior é o que nos explica os aspectos gerais da prática espiritual, como começar as quatro sessões de 100.000 práticas preliminares. O mestre interior é o que nos da iniciações Vajrayana, explica o significado dos tantras e como aplicar os ensinamentos tântricos em nossas vidas. O mestre mais secreto é o que nos mostra a instrução, quem "nos traz face a face" com o estado nu de sabedoria não dual, de modo que percebemos isso na realidade dentro da nossa própria experiência. Desta forma, o Guru desperta o Buda dentro de nosso coração.

    É ensinado que em comparação a fazer oferendas a todos os Budas das dez direções, não há mais mérito que fazer oferendas a um único fio de cabelo em um dos poros do corpo do Guru. Então mantenha-se firme na Guru yoga. É através da prática sincera da Guru yoga que os três venenos diminuem, que o samadhi sem limites desdobra-se e benefícios inconcebíveis resultam, então definitivamente, pratique a Guru yoga.

Isso foi dito pelo Quarto Tsikey Chokling, Mingyur Dewey Dorje Trinley Kunkyab.

Tsikey Choklin Rinpoche


fonte: Blazing-Splendor (reproduzido com autorização)

domingo, 20 de março de 2011

Jigme Khyentse Rinpoche


    

    Jigme Khyentse Rinpoche é um mestre tibetano que segue a tradição dos ensinamentos do Buda que foram traduzidos no Tibet no século 8. Rinpoche nasceu em 1963 e é o terceiro filho de Kangyur Rinpoche, ele foi reconhecido por Dilgo Khyentse Rinpoche, Dudjom Rinpoche e por S.S. o 16˚ Gyalwa Karmapa como uma reencarnação de Khatog Dzongsar Jamyang Khyentse Chokyi Lodro Rinpoche (1893-1959), este um dos maiores mestres tibetano do século passado.

    Jigme Khyentse Rinpoche passou sua infancia em Darjeeling na India. Ele completou os estudos tradicionais budistas primeiramente com seu pai e depois passou muito de seu tempo na India, Nepal e Butão com Dilgo Khyentse Rinpoche, Dudjom Rinpoche e muitos outros grandes mestres da tradição budista tibetano. Entre seus atuais professores estão Trulshik Rinpoche, S.S. Sakya Trizin Rinpoche, Tenga Rinpoche, seu irmão Tulku Pema Wangyal Rinpoche  e Dzongsar Khyentse Rinpoche, mestres que podem ser considerados autênticos amigos espirituais.

    Em 1980, Rinpoche mudou-se para a Europa com sua mãe e o resto de sua familia, ele reside em Dordogne, na França, e conduz retiros e seminários com seus dois irmãos mais velhos Tulku Pema Wangyal e Rangdrol Rinpoche no Centro de Estudos Chanteloube, o centro de retiros fundado por Dilgo Khyentse Rinpoche no ocidente. Rinpoche fala, alem do tibetano, fluentemente o ingles e o francês e ensina regularmente na europa, EUA, Canadá e Austrália, eventualmente vem ao Brasil.

    Rinpoche é um dos responsáveis pelos projetos do Grupo de Tradução Padmakara, onde supervisiona as traduções dos textos tibetanos para línguas ocidentais. Entre as muitas e preciosas obras traduzidas, encontram-se “As Palavras do Meu Professor Perfeito” de Patrul Rinpoche e “Food of Bodhisattvas” (“Comida dos Bodisatvas”, ainda sem uma versao em portugues) de Shabkar.

    Jigme Khyentse Rinpoche é estritamente vegetariano.

sábado, 19 de março de 2011

Capturando, não matando



1.Cubra a aranha.  2.Gire 180˚ para fechar a porta.
3.A aranha agora está presa.  4.Gire 180˚ para liberar a aranha.

Uma forma interessante de preservar a vida de outros seres. Ainda não encontrei um desses por aqui.

Tsethar, a pratica budista de salvar vidas



Liberação da vida, ou "tsethar" em tibetano, é uma prática budista de salvar e preservar vidas nas tradições Theravada e Mahayana. Ao comprar animais que estão destinados a serem mortos e liberá-los em seu habitat natural, colocamos a compaixão em ação. Infelizmente, na maioria das vezes, dificilmente percebemos que como seres humanos temos essa oportunidade preciosa.

Embora cada vida seja preciosa, o processo de viver inevitavelmente nos faz tirar a vida de outros seres vivos. Nós não podemos evitar completamente essa situação, porque enquanto caminhamos, respiramos, comemos e assim por diante causamos a morte de muitas criaturas. No entanto, podemos cultivar a atenção e tentar reduzir ao máximo o prejuízo a outras formas de vida.

Podemos também oferecer o dom da vida e proteção a ela através da prática de liberação. Não importa qual o nosso estilo de vida, nós podemos fazer essa prática. Isso beneficia aqueles que oferecem o dom da vida, bem como aqueles que o recebem. E independentemente da religião que praticamos, seus resultados serão reforçados se a prática for realizada com uma aspiração de que todos os seres, sem exceção, desfrutem de felicidade e uma vida livre de qualquer dano. 

O Grande Compassivo, Buda, ensinou que salvar a vida de um ser vivo é a ação mais benéfica entre todas as boas ações. De acordo com a tradição budista Mahayana, todos os seres sencientes já foram nossos pais. Isso se baseia na crença de nascimentos e renascimentos nos reinos do Samsara, e é aí que reside a base para o tratamento de todos os seres com compaixão e simpatia.

No budismo, a prática tem dois aspectos: 1. O ato de salvar vidas, 2.As bençãos das orações que acompanham a liberação.


Dilgo Khyentse Yangsi Rinpoche, liberando lagostas.
(foto de Matthieu Ricard)

sexta-feira, 18 de março de 2011

S.S. Dalai Lama



O Dalai Lama pediu, na ultima segunda-feira 14, formalmente ao Parlamento do Tibete no exílio que adote reformas democráticas com vistas a nomear um representante eleito que lhe permita renunciar a seu papel político.

"Nenhum sistema de governo pode assegurar estabilidade e progresso se depende de uma pessoa, sem apoio e participação do povo no processo político. O governo de uma só pessoa é anacrônico e indesejável", afirmou o Dalai Lama em mensagem enviada ao Parlamento.

O Parlamento tibetano no exílio, situado em Dharamsala, terá que deliberar sobre a mensagem segundo esclareceu à Agencia Efe um porta-voz do Dalai Lama, Tenzin Talkha, que estimou de "sete a dez dias" o período de debate parlamentar antes de chegar a uma decisão.

O Dalai Lama, que continuará com seus trabalhos como líder espiritual à frente do budismo tibetano, não deve comparecer a deliberação.

Na quinta-feira, 17, o Dalai Lama rejeitou os pedidos do Parlamento para que reconsidere a decisão de abandonar as funções políticas dentro do movimento tibetano.

Ao ser questionado sobre uma possível mudança de ideia, o Prêmio Nobel da Paz declarou: "Não. Eu pensei muito por muitos anos, minha decisão a longo prazo é a melhor."

quarta-feira, 16 de março de 2011

terça-feira, 15 de março de 2011

Lama Tharchin Rinpoche - Conselhos de práticas relacionadas ao tsunami no Japão

Lama Tharchin Rinpoche 


À luz da presente catástrofe no Japão, em todos os seus aspectos e sobretudo o nuclear, Lama Tharchin Rinpoche recomenda as seguintes orações e práticas:





Chatral Rinpoche

Prece de Chatral Rinpoche para evitar a guerra nuclear

Lama Tharchin Rinpoche disse que Chatral Rinpoche escreveu esta prece de forma realmente precisa, que agora é momento para as pessoas recitarem esta oração e que isso é muito bom importante.

Outras práticas e preces também recomendadas são:

Sampa Nyur Drupma


Sa Chu Me Lung - uma oração a Guru Rinpoche e sua comitiva de quatro dakinis elementais para remover todos os obstáculos causados ​​pelos quatro elementos: fogo, terra, água e vento.


Tara Verde

Riwo Sangchod

(Nota: as preces e práticas citadas acima estão disponíveis no site do Lama Tharchin Rinpoche)

domingo, 13 de março de 2011

Yolmo (Helambu)

   

 Yolmo (ou Helumbu em nepali) é um vale bonito e espiritualmente importante para os budistas tibetanos. Os grupos étnicos Tamang, Sherpa, Bahun, Chhetri e muitos de origem tibetana habitam estregião.

    O vale de Yolmo fica a cerca de 100 km ao norte de Katmandu, faz fronteira com o Tibet e permanece até agora intocado pelo desenvolvimento moderno, lá os locais ainda levam o estilo de vida de séculos atrasA taxa de alfabetização é muito baixa e não  estradas que ligam as aldeias remotas com o principal centro de Yolmo. É uma região muito isolada e isso faz com que as tradições locais, cultura e religião estejam bem preservadas.

    Os monastérios locais (ou gompas) têm muitas esculturas antigas e imagens de Buda que datam do século 14. Na região existem muitos lugares sagrados, como uma pedra onde Padmasambhava sentava em meditacão e onde pode-se observar Stupas e lamparinas auto-surgidas. Por esse motivo esse lugar é considerado muito sagrado para muitos mestres budistas e usado por eles para retiros.

    Entre as famosas cavernas da região estão Takphug Senge Dzong (Caverna Tigre Fortaleza do Leão), logo abaixo da vila de Tarkye Gyang, onde Milarepa cantou o seu "Cântico dos Prazeres de Um Yogue", Yangdak Chokgi Trakpuk (Caverna Suprema Completamente Pura) que é conhecida localmente como "Druphug" (Caverna da Realização) a uma altitude de 4.200 metros e onde Guru Rinpoche permaneceu. Nas proximidades há uma pequena caverna chamada "Khandro Sangphug" (Caverna do Segredo das Dakinis) onde a dakini Shakya Denma (Shakya Devi) ficou. Outra caverna de Guru Rinpoche é encontrada em Pemthang (tibetano: Chema Thang), um pequeno vale escondido dentro de Yolmo. Há uma outra caverna re-descoberta por Chatral Sangye Dorje Rinpoche em 1984, que é chamada Yanglesho (não confundir com uma caverna de mesmo nome em Pharping, Nepal). Perto da vila de Sermathang existe outra caverna onde Padmasmbhava esteve e é chamada "Nyida Rangchung" (Sol e Lua Naturalmente Aparecidos).

De Yolmo se avista paisagens deslumbrantes do Himalaia, vales, cachoeiras e rios.

sábado, 12 de março de 2011

Devastação no Japão - mensagem de Sogyal Rinpoche




Querida Sangha Rigpa e Amigos,

Como vocês já sabem, houve um grande terremoto no Japão na sexta-feira, seguido de um tsunami com ondas de até 10 metros que chegaram em várias partes do país lavando tudo e todos em seu caminho. Aldeias inteiras foram arrasadas e grandes incêndios causados pelo terremoto estão queimando, afetando dezenas de milhares de pessoas. As imagens da devastação do Japão são chocantes.

Quero expressar a minha profunda tristeza e sinceras condolências a todas as pessoas do Japão, especialmente àqueles que perderam entes queridos. Os próximos dias serão críticos, e minhas orações estão também com todas as equipes de resgate e todos que estão ajudando no esforço de recuperação.

Centenas de pessoas já são dadas como mortas, centenas mais estão desaparecidas, incluindo quatro trens de passageiros e policiais informam que 215.000 pessoas deixaram suas casas. E nós ainda não sabemos a extensão dos danos.

Há também sérias preocupações com a segurança de algumas das usinas de energia nuclear do Japão, na área afetada pelo terremoto, e as pessoas que vivem perto deles já foram evacuadas.

Por favor, juntem-se a mim na atenção ao povo japonês em suas orações, especialmente aqueles que tenham morrido ou sido feridos e suas famílias.

Reze para que não haja réplicas mortais, sem vazamentos de radiação das centrais nucleares, sem mais fatalidades e nenhum obstáculo para o trabalho de resgate e recuperação.

Lembre-se também que muitas pessoas perderam suas casas e seus meios de subsistência, por isso reze também para o seu bem-estar e segurança.

Sua Santidade o Dalai Lama recomendou que budistas japoneses recitem o Sutra do Coração para aqueles que perderam suas vidas e para ajudar a prevenir novas catástrofes no futuro, e com essa  finalidade organizou que isso seja recitado 100.000 vezes em Dharamsala. E Sua Santidade o Gyalwang Karmapa enfatizou que se unir em oração por aqueles que sofreram no desastre natural é uma forma de beneficiar os seres.

Se você que fazer uma doação para o esforço de ajuda, pode contactar a Cruz Vermelha em seu país ou a organização Médicos Sem Fronteiras.

fonte: Rigpa News

sexta-feira, 11 de março de 2011

Patrul Rinpoche


    “Algumas pessoas imaginam que só quem executa fisicamente o ato de matar cria um efeito cármico negativo e que quem apenas deu a ordem não; ou, se cria, é só um pouco. Mas saiba que todos os que participam do ato de matar cometem por igual o ato negativo, inclusive os que simplesmente ficam satisfeitos com o ato; assim, não pode haver dúvida com relação a quem mandou que a ação de matar fosse executada. Cada pessoa envolvida comete a não-virtude completa de matar um ser senciente. Não é como se o ato de matar fosse dividido entre várias pessoas.”

Extraído de “As palavras do meu professor perfeito” da Makara Editora