quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O fim de toda nossa estupidez

Dzongsar Rinpoche conduzindo uma sessão de prática com Budistas Indianos,
na terra sagrada de Sankassa, Uttra Pradesh.


"Sabe, se o tempo fosse de fato terminar, então todo o significado de "tempo" em si entraria em colapso. Tempo em si não deveria terminar, mas uma "era" pode e vem a encontrar um final e isso é, provavelmente, o que os grandes Maias estavam nos dizendo. Mas claro, sempre é possível que eles não tiveram mais espaço na pedra em que gravavam o calendário deles.

    Buda disse que dentro da esfera do mundo que é percebido e experienciável, tudo é uma manifestação de condições e que condições são manipuladas pela motivação. Então, com a motivação correta, 'condições' também podem ser auspiciosas e se essa era está realmente vindo a terminar, rezemos para que seja o fim de toda a nossa estupidez e que o amanhecer da nova era seja o de despertar.

    Em alguns dias estaremos celebrando o início do tradicional ano novo e eu gostaria de desejar a todos vocês um Feliz Ano Novo. Que possa ser o início de uma vida significativa para todos nós e que possamos nos abster do nosso hábito de rodarmos de novo e de novo em círculos e, ao invés disso, encontrarmos uma nova maneira de seguirmos em frente."

                                            Dzongsar Jamyang Khyentse


(Texto postado hoje, 20/12/2012, no facebook de Dzongsar Jamyang Khyentse.) 
Colaboração: Mano Clovis

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Conselho aos praticantes do Dharma por Chatral Rinpoche


Aqui está a mais preciosa gravação em video de Sua Santidade Chatral Sangye Dorje Rinpoche, um conselho espiritual aos praticantes do Dharma,  gravado na India em 2000.

Este video é parte do excelente documentário "The Rainbow Body of the Nyingma School of Tibetan Buddhism", produzido pela Dudjom Buddhist Association, e pode ser adquirido através do site.

Que todos os seres possam se beneficiar.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Disciplinar a mente

 Dilgo Khyentse Rinpoche

"Se não conseguirmos conquistar o nosso próprio ódio,
Quanto mais combatemos os inimigos externos, mais eles irão crescer,
Portanto, com o exército do amor e da compaixão,
Disciplinar a nossa mente é a prática de um bodhisattva."  


                                                Dilgo Khyentse Rinpoche
em "O Coração da Compaixão: Os Trinta e Sete Versos na Prática do Bodhisattva"

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Um sonho épico

 Dzongsar Khyentse Rinpoche

    "A melhor metáfora para as nossas experiências neste mundo é a de um sonho épico com uma série de histórias complexas que se entrelaçam, com altos e baixos, dramas e emoções fortes. Se um episódio do sonho vem carregado de feras e demônios, queremos fugir. Quando abrimos os olhos e vemos o ventilador girando no teto, suspiramos aliviados. Para efeito de comunicação, dizemos: "Sonhei que o diabo estava me perseguindo", e sentimos alívio por termos escapado das garras do diabo. Mas não é o diabo que foi embora. O diabo nunca entrou no quarto durante a noite e, enquanto você estava tendo aquela experiência medonha com ele, ele também não estava lá. Quando uma pessoa desperta para a iluminação, ela nunca foi um ser senciente, nunca batalhou. A partir de então, ela não precisa se pôr em guarda para impedir que o diabo volte. Quando ela se ilumina, não pode recordar o tempo em que era um ser ignorante. Não é mais preciso meditar. Não há nada a lembrar, porque nada jamais foi esquecido."

                                                                                  Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mingyur Rinpoche envia uma carta de seu retiro

Lapchi


Para a minha amorosa e compassiva mãe, minha família, monastérios e todos os meus alunos,

Devido às bênçãos de todos os lamas, estou com muito boa saúde e não encontrei obstáculos. Tenho praticado em vários locais de retiro remotos.

Mãe, eu quero te assegurar que não há necessidade de se preocupar comigo. Por favor, medite, pratique e faça retiro tanto quanto você puder.

Peço a todos os que vivem nos monastérios que sejam harmoniosos e mantenham a pura disciplina. Por essa razão, sempre escutem, reflitam e meditem, e mantenham sua ligação com a linhagem tanto quanto forem capazes.

Para todos os alunos com quem tenho uma ligação, peço que vocês perseverem, tanto quanto possível, na sua prática de bondade amorosa e compaixão, samatha, vipasyana, ngöndro, etc, e especialmente se vocês tiverem tempo, façam retiro tanto quanto puderem, independentemente de quão longo ou curto ele seja. Não se esqueçam de praticar todos os dias de sua vida, fazer amizade com todas as adversidades e acolher tudo o que acontecer no caminho.

Finalmente, como já mencionei, como minha saúde tem sido boa, onde quer que eu vá tenho praticado sem contratempos e minha experiência esta florescendo, por isso não há necessidade de qualquer um de vocês se preocuparem comigo! Do meu lado, irei mantê-los sempre em meu coração e em minhas orações. Logo vamos todos nos encontrar e ficarmos juntos novamente.


Lapchi

Este texto foi respeitosamente escrito por Mingyur Tulku na terra nevada de Lapchi, o lugar santo de prática do grande yogi Milarepa.


Lapchi 

Tradução do tibetano para o inglês de Daniela Labra.

Mingyur Rinpoche está atualmente em um prolongado retiro solitário no Himalaia. Na verdade, ninguém sabe exatamente onde ele está. Na tradição dos grandes mestres de meditação de tempos passados, ele está vagando livremente sem nenhum plano fixo ou agenda. Seus únicos companheiros são o compromisso inabalável com o caminho para a iluminação e o desejo sincero de beneficiar os outros. Durante todo esse período, ele provavelmente usará seu tempo meditando em cavernas e ermidas em lugares remotos. Enquanto isso, a Comunidade de Meditação Tergar continua a prosperar em sua ausência. Lamas e instrutores Tergar estão oferecendo cursos de meditação e retiros em todo o mundo (inclusive online) e há muitos grupos e centros que continuam seguindo seus ensinamentos. Esperamos que Rinpoche retorne no final de 2014 ou início de 2015.

A carta acima foi recebida em novembro de 2012.


Nota: O texto acima foi postado no Facebook do Grupo Tergar -SP.
As fotos de Lapchi não fazem parte da carta original e apenas ilustram este post, foram encontradas no blog Gomchen 
Mingyur Rinpoche escreveu uma carta a seus alunos quando estava para entrar em retiro, postada aqui no quietamente .

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Mantendo a mente tranquila

Sua Santidade Dalai Lama

    "Acreditando você ou não em religião, é muito importante ter uma mente pacífica no instante da morte... Do ponto de vista budista, quer a pessoa que morra creia ou não no renascimento, o seu renascimento existe; assim, uma mente tranquila, ainda que neutra, é essencial no momento da morte. Se a pessoa nã acredita, a leitura do Livro Tibetano dos Mortos pode agitar sua mente... pode produzir aversão e até prejudicá-la em vez de ajudá-la. Todavia, no caso de alguém que é aberto aos ensinamentos, os mantras ou os nomes do Buda podem ajudá-lo a gerar um tipo de conexão, portanto podem ser úteis. É importante levar em conta, sobretudo, a atitude da pessoa que está morrendo."

                                                                                                 Sua Santidade Dalai Lama

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Compaixão sem apego

Chagdud Tulku Rinpoche

"Agora nossa compaixão é preconceituosa e restrita. Achamos que alguns merecem e outros, não. A compaixão que temos por nossa família e amigos, por exemplo, é baseada no apego que temos por eles. Todos, entretanto, por mais desorientados que estejam, merecem nossa compaixão - temos que expandi-la até que, não mais limitada pelo apego, ela envolva todos os seres em todos os tempos."

                                                                                                 Chagdud Tulku Rinpoche