quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

domingo, 13 de dezembro de 2015

"não vamos perder nossas vidas em atividades sem sentido"

Longchen Rabjam

"Nós ganhamos uma forma humana perfeita, com as suas liberdades e vantagens,  
nós nos encontramos com os preciosos ensinamentos do Mahayana,
e nós temos a liberdade de praticar o sagrado Dharma autenticamente.  
Então, neste momento, não vamos perder nossas vidas em atividades sem sentido,
mas trabalhar para o verdadeiro objetivo duradouro."

                                                              Longchen Rabjam
                                                            parte de "Conselhos sobre o sentido último"

Lótus Branco, de Jamgon Mipham, em português.



O comentário traduzido nestas páginas é incomum e raro. Mas, se o comentário é uma raridade, seu tema, a invocação em sete linhas a Guru Padmasambhava, é uma das preces mais conhecidas no mundo do budismo tibetano.
O significado geral da Prece de Sete Linhas talvez seja melhor entendido em relação a prática chamada guru yoga, ou “união com a natureza do guru.” O propósito de guru yoga é purificar e aprofundar a relação do discípulo com seu/sua professor(a). É introduzida como uma das práticas preliminares e permanece como crucial - de fato sua importância aumenta - à medida que se progride para os níveis mais avançados do caminho tântrico. O cultivo da devoção pelo(a) guru e a união da mente com a mente iluminada é, nas palavras de Dilgo Khyentse Rinpoche, “a mais vital e necessária de todas as práticas e é, em si mesma, a forma mais segura e rápida de alcançar a meta da iluminação.”
No que diz respeito a origem deste comentário, Mipham se refere no colofão a um evento que disparou o surgimento abrupto em sua mente do significado oculto da prece. Interessante notar que a linguagem que Mipham emprega sugere que o próprio comentário não é uma composição ordinária, mas o ensinamento de um tesouro, especificamente um “tesouro da mente”, ou gongter.
  • Formato: 14x21
  • Páginas: 144
  • ISBN: 978-85-66864-08-3
  • Tradutor: Marcelo Nicolodi

Louca Sabedoria, de Chogyam Trungpa, em português.



Chögyam Trungpa descreve a "louca sabedoria" como um estado mental inocente, dotado da qualidade do alvorecer -- fresco, brilhante, completamente desperto. Esse fascinante livro examina a vida de Padmasambhava -- o reverenciado professor indiano que levou o budismo ao Tibete -- para ilustrar o princípio da louca sabedoria. Dessa perspectiva profunda, a prática espiritual não fornece respostas confortáveis para a dor ou para a confusão. Pelo contrário, as emoções dolorosas são valorizadas como desafiadoras oportunidades que permitem novas descobertas. Em particular, o autor discute a meditação como uma forma prática de desvelar nossa própria sabedoria inata em meio à vida cotidiana.