segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lançamento do Livro de Jigme Tromge Rinpoche

Mudança de perspectiva: ensinamentos budistas sobre a bondade
Jigme Tromge Rinpoche, Makara 2012

Os ensinamentos de Jigme Rinpoche sobre bondade podem ser praticados por qualquer pessoa, de qualquer religião, e os resultados dele não são apenas mais felicidade, ou melhores relacionamentos, ou maior prosperidade e bem estar. O resultado principal é a sabedoria que faz com que todas as situações sejam mais significativas e que gera uma perspectiva mais ampla.
Chagdud Khadro
R$ 9,80 / 64 páginas / 10,5 x 15cm
O livro já está disponível na loja do Khadro Ling

Praticando


"Não fiquem ansiosos para alcançar a iluminação, 
mas pratiquem até exalarem o último suspiro".

                                                                 Jetsun Milarepa

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Tso Pema


Tso Pema, o Lago de Lótus em Rewalsar na Índia.
Este é o lugar onde Guru Rinpoche fez o milagre da transformação de uma pira funerária em um lago, após o Rei Zahor ter ordenado que ele e a Princesa Mandarava fossem queimados vivos.
Ao redor do lago existem alguns templos, monastérios, uma pequena comunidade tibetana e a grande estátua de Guru Rinpoche, construída por Wangdor Rinpoche.
Nas montanhas que cercam o lago estão as cavernas onde Guru Rinpoche e Mandarava meditaram, além de muitas outras onde até hoje praticantes fazem retiros.
Abaixo 3 videos com imagens do local.
Bom passeio.

Tso Pema - parte 1


Tso Pema - parte 2


Tso Pema - parte 3

domingo, 22 de janeiro de 2012

Conduta


Phakchok Rinpoche

Os praticantes do Dharma devem ter uma boa conduta. Conduta é muito importante;
em um nível mais simples podemos dizer que é não fazer coisas prejudiciais para
si e para os outros e fazer coisas para beneficiar os outros e si - mesmo.
Basicamente é não prejudicar os outros física, verbal ou mentalmente. É
basicamente possuir atenção plena à sua conduta.

No espelho da atenção plena, meu mestre Nyoshul Khen Rinpoche disse: "Quando
você não possui atenção plena, você é um pote de merda. Quando você não tem
nenhuma atenção plena, você é um corpo morto."

Para esclarecer a citação do Rinpoche, não importa o quanto você se limpa com
escovação ou lavagem, se você não estiver com atenção plena na sua conduta, você
vai estar sempre carregando aquela merda e portanto sempre cheirando a merda.
Tudo isso é o feito dessa "mente deludida" que nós agarramos do "o que é" para
"o que não é", e assim vemos o que é impuro como puro, vemos o que é
impermanente como permanente, do que é egoísta como ter altruísmo, e do que é
doloroso como prazeroso.

(parte do texto de Phakchok Rinpoche da Série Dia de Guru Rinpoche)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Preces pelo rápido renascimento de Kyabje Thinley Norbu Rinpoche


Preces e Oferendas na Ocasião do Parinirvana de Kyabje Thinley Norbu Rinpoche.
Centro Thegchok Ling, Suiça, janeiro de 2012.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Mensagem de Dzongsar Khyentse Rinpoche

Thinley Norbu Rinpoche e Dzongsar Khyentse Rinpoche


31 de dezembro de 2011

Dungsey Thinley Norbu Rinpoche, o pai de Dzongsar Khyentse Rinpoche, faleceu no dia 27 de dezembro de 2011.  Transcrevemos abaixo a carta que Khyentse Rinpoche escreveu para a sanga, com recomendações de como ver a passagem de um grande iogue.  Thinley Norbu Rinpoche nasceu no Tibete, como o filho mais velho de Dudjom Rinpoche.  Ele foi um grande poeta e autor de importantes textos como A Small Golden Key, Magic Dance, White Sail e A Cascading Waterfall of Nectar.

Agradeço a todos por seus sentimentos e melhores votos, neste momento.
Vivemos em um mundo que nós mesmos criamos, um mundo montado a partir das nossas percepções pessoais, no qual acreditamos por inteiro:  todos os anos, todos os dias, todas as horas, todos os momentos da nossa vida.
Embora esta vida na realidade seja fugaz, durando não mais do que o saltar de uma fagulha, ela é vivenciada por alguns como interminável, arrastando-se por eras e eras.  Já para outros, a experiência deste mundo dura menos que um piscar de olhos, embora na realidade este mundo exista por um tempo infinito.
Para alguns, este mundo não é maior do que o buraco de um caruncho; no entanto, eles se sentem insignificantes e isolados, perdidos em um vazio vasto e sem fim.  Outros percebem o mundo como pequeno − tão pequeno quanto um universo inteiro − e se sentem desconfortavelmente confinados e claustrofóbicos.
A maioria de nós − e aqui eu me incluo − fomos condicionados a viver e morrer em um mundo criado por nossas próprias percepções; e mais, continuamos a criar condições que asseguram que repetiremos o mesmo jogo, vez após vez.
Dentro uma infinidade de possíveis percepções, Thinley Norbu Rinpoche é visto por alguns como uma pessoa comum, por outros como um pai, um professor, um ser perfeito − diferentes percepções determinadas pelo mérito (ou falta de mérito) de quem percebe.
Para pessoas como eu, cuja limitação me leva a vê-lo apenas como meu pai, as condolências manifestadas por vocês são aceitas como apoio emocional.
Para aqueles dotados de “qualidades superiores” − ou que aspiram desenvolver essas qualidades − e que conseguem enxergar Thinley Norbu como um ser perfeito, esta é mais uma oportunidade para pôr de lado percepção não-pura e gerar percepção pura, para que se possa ao final passar adiante de toda percepção.
A “consciência” ou “estado desperto” é a essência dos ensinamentos de Buda − desde a consciência do ar fresco que entra e sai por nossas narinas, até a profunda consciência da natural perfeição.  E em sua compaixão e coragem incomensuráveis, o único propósito e atividade de todos os budas é tocar o sino que nos alerta e nos conduz para essa consciência desperta.
Para os que têm mérito suficiente, a passagem deste grande ser pode ser interpretada como o soar desse sino de alerta, e uma recordação oportuna de todos os ensinamentos − desde a simples verdade da impermanência até a realização da compaixão ilimitada.  Sob esse ângulo, na mesma medida em que a nossa mente obscurecida apreciou e valorizou o aparecimento de Thinley Norbu neste mundo, cabe a ela, agora, apreciar e valorizar o desaparecimento dele.
Ainda que seja tocante saber daqueles que estão a oferecer preces, recitações, lamparinas e tantas outras atividades benéficas nesta ocasião, permitam-me lembrar, a mim mesmo e a todos os interessados, que nenhuma dessas práticas que estamos fazendo são para ele; antes, são para nós mesmos.
Por mais cintilante que seja a lua ao aparecer no céu, seu reflexo não será visto, se as águas do lago estiverem turvas.  Igualmente, é por meio da purificação dos obscurecimentos e da acumulação de méritos em nossa própria mente que conseguiremos, com o tempo, perceber o reflexo de Buda − intacto, completo, nunca afastado.
Então, melhor do que nos congratularmos com o pensamento de que estamos acumulando todas estas práticas nesta ocasião especial, é termos presente que nós já as deveríamos estar fazendo − e que deveremos continuar a fazê-las por toda esta vida, e também ao longo de todas as nossas vidas futuras.  Se imaginarmos, porém, que nossa prática é algo como proporcionar “ritos de passagem” a este grande ser, definitivamente esse não é o melhor caminho a seguir.
Foi-me perguntado que práticas específicas deveriam ser feitas.  Repito, uma vez mais, que nossa prática é a vigilância, ou seja, o “estado desperto”.  Somos seres ignorantes, o que quer dizer que precisamos de constantes lembretes da importância de nos esforçarmos para pousar nessa consciência desperta.  Portanto, todas as atividades do nosso guru − desde quando ele boceja ou tosse, até quando ele aparece ou desaparece − são modos que ele tem nos lembrar de voltarmos para o estado desperto, vez após vez.
E, se estivermos conscientes e despertos, não há prática que seja melhor, nem prática que seja pior.
Escrito e dedicado à iluminação de todos os seres sencientes, na presença do rupakaya de Thinley Norbu.
Nova York.

Publicado originalmente em inglês no site da Khyentse Foundation. Traduzido do inglês para o português por Manoel Vidal.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Inseparável Natureza Inata

   
 "Ao ouvir palavras agradáveis ou desagradáveis, compreenda-as como sendo uma ressonância vazia, como em eco. Ao se deparar com um grave infortúnio e infelicidade, compreenda-os como sendo uma ocorrência temporária, uma experiência enganosa. Reconheça que a natureza inata jamais está separada de você."
                                                                       Guru Rinpoche, Padmasambava

sábado, 7 de janeiro de 2012

Chanteloube Stupa


A Stupa de Chanteloube, em Dordogne na França, foi construída em 1992.

Durante o processo de construção, as mais preciosas substancias e relíquias foram colocadas dentro dela.

Uma vez concluída a construção, muitos grandes Lamas consagraram a Stupa, entre eles Kyabje Trulshik Rinpoche, S.S. Sakya Trizin Rinpoche, Dzongsar Khyentse Rinpoche e Tenga Rinpoche.

Com a intenção de promover a paz no mundo e com a ajuda de amigos e patronos, na primavera de 2005, a Stupa inteira foi coberta com folhas de ouro.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Gorsam Chorten


Localizado na vila de Zemithang, no distrito de Tawang, Aruanachal Pradesh, India. Não existe uma data precisa sobre a construção da Stupa, relatos dizem que foi erguida pelo Lama Sangye Pradhar (Monpa) após uma viagem a Boudhanath no Nepal, por volta do século 13.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Chime Phakme Nyingtik Drupchen



Deixe-se guiar através de uma viagem visual além do tempo.

Durante 10 dias de prática intensa em grupo, Dzongsar Khyentse Rinpoche, Neten Chokling Rinpoche, Orgyen Tobgyal Rinpoche e os monges do Monastério Chokling na Índia, levaram a cabo uma "grande realização" (Drupchen) de Chime Phakme Nyingtik, um ciclo especial de ensinamentos sobre como ganhar poder sobre a vida, para inaugurar o novo templo do Monastério.

O Documentário, filmado e editado por Stéphane  Lun-Sin, está disponível na internet até o dia 10, assista on line: http://www.sixfiftyblue.com/drupchen/