sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Poder do Amor


"Se acreditamos na continuidade da mente, então o amor discretamente nos conecta com aqueles que amamos, com energia positiva contínua, de modo que mesmo separações tangíveis entre as pessoas que se amam, não reduzem o poder intangível do amor."  
                                                                               
                                                      Thinley Norbu Rinpoche

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Canção do Despertar

Chagdud Tulku Rinpoche 

Canção do Despertar
"Uh oh!  Não durmas agora, ser afortunado.
Desperta com diligência.
De tempos sem princípio até agora tens dormido em ignorância.
Agora é o momento de deixar o sono para trás e praticar virtude, com corpo, fala e mente.


Não te lembras de nascimento, doença, velhice e morte?
Todo sofrimento além da conta e além da medida?
Esqueceste?
Quem sabe se terás o dia inteiro?
Agora é o momento de praticar com diligência.
Ainda tens esta oportunidade de gerar benefício duradouro, então, por que desperdiçá-la por preguiça?
Se realmente contemplares a impermanência, consumarás a tua prática rapidamente.
Quando a hora da tua morte chegar, estarás confiante.
Com a tua prática consumada, não terás nenhum arrependimento.
Sem esta confiança, qual terá sido o propósito da tua vida?
A natureza de todos os fenômenos é vazia e sem identidade, como a lua refletida na água, uma bolha, uma alucinação, uma emanação, uma ilusão, uma miragem, um sonho, uma imagem no espelho, um eco.
 Todo o samsara, todo o nirvana é assim.
Reconhece todas as coisas desta maneira.
Nada vem, nada fica, nada vai, além de qualquer descrição por palavras, além de qualquer concepção da mente.
Agora é o momento de alcançares a realização que é sem sinais."



(Nota: Esta é uma canção que faz parte do CD "Voice of Tibet", de Chagdud Tulku Rinpoche, e costumava ser tocada as 4 horas da manhã, para despertar os praticantes, no Chagdud Gonpa Khadro Ling em Três Coroas, RS.)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Thinley Norbu Rinpoche, 1931 - 2011


Tristemente comunico que o grande mestre, Thinley Norbu Rinpoche, faleceu hoje pela manhã em Nova York, Estados Unidos. Thinley Norbu Rinpoche era o filho mais velho de S.S. Dudjom Rinpoche e era o pai de Dzongsar Khyentse Rinpoche e Dungse Garab Rinpoche.

Thinley Norbu Rinpoche no Butão em 2009

Thinley Norbu Rinpoche

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Atenção Plena na Conduta


"Se você não pode ajudar o Dharma, ao menos não prejudique o Dharma. 
 Tenha isso em mente. Não pense que você está agindo sozinho. 
 Individualmente, você é um pilar do Dharma. 
 Individualmente, você representa o Dharma. 
 E, portanto, individualmente, sua conduta terá uma conseqüência no Dharma"
                                           Khenpo Kunga Wangchuk 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Namkha Drimed Rinpoche


Namkha Drimed Rinpoche durante as iniciações de Rinchen Terdzo, no Templo Rigon Thubten Mindroling, em Orissa, India. 2008/2009

Rinpoches

Sakyong Mipham e Namkha Drimed Rinpoche, durante as iniciações de Rinchen Terdzo, no Templo Rigon Thubten Mindroling, em Orissa, India. 2008/2009

(fonte:http://shambhalatimes.org/2009/04/03/the-longevity-supplication-for-sakyong-mipham-rinpoche/)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Guru Rinpoche, Padmasambhava, em Tso Pema

Para todos os homens e mulheres que têm fé em mim, eu, Padmasambhava,
nunca parti; durmo junto à sua porta*.
Para mim não existe algo como a morte;
diante de cada ser com fé, há um Padmasambhava.


*A palavra "porta", aqui, se refere à fé, de forma implícita, como sendo o meio de acesso às bênçãos de Buda, de Padmasambhava ou do professor. -diz Pema Wangyal Rinpoche em "As Palavras do Meu Professor Perfeito" de Patrul Rinpoche - Editora Makara

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Lumbini


Slideshow de Lumbini, a cidade, hoje no Nepal, onde o Príncipe Siddharta Gautama nasceu.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Inimigo


O inimigo que lhe retribui o bem com o mal lhe faz progredir na prática.
Suas acusações injustas são um açoite que lhe leva em direção à virtude.
Ele é o professor que destrói todos os seus apegos e desejos.
Reconheça a sua grande bondade, a qual você nunca poderá retribuir!
                                                               Rigdzin Jigme Lingpa

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Bandeiras de Oração

"Qual o significado destas bandeiras coloridas? É alguma festa?" Quantas vezes não ouviram os praticantes dos centros e mosteiros budistas no Ocidente estas perguntas. A questão é legítima, uma vez que semelhante costume nunca existiu nos nossos países e, também porque, não há dúvida, centenas de bandeiras coloridas ondulando ao vento sempre dão um certo toque festivo...

Lung-ta, ou cavalo do vento

    O costume vem do Tibete e remonta ao século XI, época em que foi visitado por Atisha, o grande mestre indiano. Atisha ensinou aos seus discípulos como imprimir orações e mantras sobre pedaços de tecido, a partir de blocos de madeira gravados. Estas bandeiras, fixadas a um mastro ou a um bambu, ou cosidas a cordas esticadas entre dois pontos, ondulavam livremente ao vento. Esta tradição acabou por ser muito difundida no seio do Budismo tibetano.
    À volta dos mosteiros, nos sítios sagrados, presas aos ramos da árvore de Bodhi, em redor do grande stupa em Boudhanath e mesmo junto a habitações, vêmo-las por toda a parte. O som do vento a bater-lhes acompanha a cadência das orações... Esta prática não é uma superstição; as bandeiras não são talismãs. O Budismo, que Sua Santidade o Dalai Lama diz ser uma "ciência do espírito" (nota: espírito = mente), debruça-se há muito sobre a natureza e o funcionamento dos fenómenos. Com base na lei do karma, os fenómenos manifestam-se de um modo totalmente interdependente. Nenhuma das nossas acções é estéril. Sejam elas de corpo, palavra ou espírito, todas produzem efeitos conformes à natureza da motivação que as suscita. Seguindo esta lógica elementar, imprimir textos sagrados com uma intenção pura é uma fonte de energia positiva, que produz naturalmente efeitos benéficos.

Bandeiras de oração na Stupa de Boudhanath

    Além disso, o vento que entra em contato com as bandeiras sobre as quais estão impressos caracteres e símbolos sagrados, entra também em contato com tudo o resto. É o ar que respiramos, o oxigenio que se dissolve no nosso sangue, o dióxido de carbono que os vegetais utilizam... Tal como um pequeno aparelho pode fabricar iões negativos e fazer com que a atmosfera de um dado espaço seja mais sã, o vento, a partir de uma técnica simplicíssima e sem perigo para o meio ambiente, em contato com os símbolos sagrados, espalha por toda a parte os nossos votos para o bem temporal e para a felicidade última de todos os seres, criando assim um vasto campo positivo.
    A um nível mais profundo, todos os métodos utilizados pelo Budismo são meios destinados a relembrar-nos a natureza última do espírito.
    Podemos compara-nos a um amnésico a quem tentam ajudar a reencontrar a memória, utilizando diversos meios - histórias, fotografias, reconstituição de algumas situações ou ambientes, etc. Será necessário o desenrolar de todo um processo até que o doente recupere a memória. Também a via espiritual nos permite dissolver gradualmente todos os véus que ocultam a nossa memória profunda, para depois, subitamente, reencontrarmos a nossa natureza última, eternamente jovem e inalterada, por mais que dela nos tenhamos afastado.

bandeiras de oração no topo do Monte Everest em 2009

    Deste modo, as bandeiras de oração são para os seres como uma medicina suave, um apelo silencioso à maravilha que temos dentro de nós desde sempre e para sempre.
     
                                                                                   
Texto de Emília Marques Rosa
Publicado originalmente na revista Adarsha n# 05, outono de 1997.
Reproduzido com autorização.