sexta-feira, 22 de abril de 2011

Lhatsün Namkha Jigme

Lhatsün Namkha Jigme


    Lhatsün Namkha Jigme nasceu em Jaryül, ao sul do Tibet, por volta de 1590. Ele foi uma encarnação do grande Vimalamitra e também do onisciente Longchenpa. Ao nascer, o espaço entre suas sobrancelhas e as pontas de sua língua e nariz estavam marcados claramente com a silaba-semente AH.

    Em 1607 ele foi ordenado monge por Tulku Orgyen Paljor e recebeu o nome Kunzang Namgyal. Ele praticou o Kagye (os "Oito Grane Herukas") e Lama Gongdu, dominando completamente todas as realizações e atividades iluminadas dessas praticas.

    Ele permaneceu por 17 anos com Dzogchenpa Sonam Wangpo, de quem recebeu as instruções completas de Nyingtik, de Ngawang Mikyo Dorje recebeu a instrução completa da pratica de yoga secreta, conhecida como "O Caminho do Meio Hábil" e suas atividades conhecidas como "a conduta disciplinada do estado desperto".

    Ele foi o discípulo do coração de Rigdzin Jatson Nyingpo e também de Tertön Düdül  Dorje, Jatson Nyingpo transmitiu a ele o Ratnasammanyasamgha, ensinamentos Konchok Chidu como detentor da linhagem. Ele se tornou um praticante supremo de todos esses ensinamentos e muitos lamas consideram que, desde então, ninguém mais conseguiu tal realização.

   Namkha Jigme também foi um tertön, ele descobriu o tesouro da "Realização da Vida do Vidyadhara", de onde vem as praticas de "Riwo Sangchö" e "A Canção Espontânea das Nuvens: o Núcleo da Realidade Indestrutivel". Através da prática de "Riwo Sangchö" ele foi capaz de remover todos os obstáculos humanos e não humanos para o Dharma no Sikkim, abrindo-o como uma "terra secreta" para os ensinamentos. Devido a isso, ele foi capaz de ensinar a Grande Perfeição, Dzogchen, por todo o Sikkim pelo resto de sua vida, estabelecendo uma vibrante e ininterrupta linhagem que continua até os dias de hoje.

    Incentivado por Jatson Nyingpo e Düdül Dorje, juntamente com Kathok Rigdzin Chenpo e Ngadak Sempa Phuntsok ele foi ao Sikkim no ano do cavalo de água do calendário tibetano (1962) e estabeleceu a Dinastia Real Phuntsok Namgyal, nomeando o jovem Bhutia Phuntsok Namgyal, que se tornou o primeiro Chogyal (Rei do Dharma) do Sikkim.

    Mais de duas centenas de escritos de Lhatsün Namkha Jigme sobreviveram com o passar dos anos e continuaram a ser transmitidos e praticados pelo Tibet e pelo Sikkim até os dias de hoje. No Brasil, os centros Chagdud Gonpa, criados por Chagdud Tulku Rinpoche, fazem a prática de "Riwo Sangchö" regularmente.

    Suas encarnações seguintes continuaram seus trabalhos no Sikkim e incluem a linhagem Khyentse. Jamyang Khyentse Chokyi Lodro lembra em sua autobiografia  que teve claras recordações de sua vida passada como Lhatsun Namkha Jigme.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Chatral Rinpoche sobre comer carne

Chatral Rinpoche em Godavari, Nepal, 2001.

O Compromisso Inabalável com a Ética de Chatral Rinpoche

Sobre Comer Carne

Comer carne não é permitido de acordo com os três votos: os votos de liberação individual, os votos de bodhisattva e os votos tântricos. Assim, Buda afirmou: "Eu nunca aprovei, não aprovo e nunca aprovarei uma dieta de carne". Ele declarou: "Meus seguidores não devem comer carne jamais. " 01

Em geral, tanto o açougueiro quanto quem compra a carne, sofrerão em tais reinos como os infernos que queimam e fervem.02 No Sutra Lankavatara, o Buda ensinou que "matar animais por lucro e comprar carne, são ambas más ações; esses tipos de ações resultarão em um renascimento nos terríveis reinos do inferno " e “aquele que come carne contrariando as palavras do Buda é mal-intencionado, (e é) destruidor do bem-estar dos dois mundos.” O Buda explicou além disso:

    Nenhuma carne pode ser considerada pura, se tiver sido premeditada, pedida ou desejada, portanto abstenha-se de comer carne. Tanto eu, como outros Budas, proibimos os adeptos de comer carne. Aqueles seres sencientes que se alimentam uns dos outros, irão renascer como animais carnívoros. O comedor de carne é mal-cheiroso, desdenhoso e nasceu desprovido de inteligência. Ele pertence à classe mais baixa dos homens. Como os Budas, Bodhisattvas e Shravakas03 condenaram o consumo de carne, aquele que continua comendo carne, sem vergonha, será sempre desprovido de sentido. Aqueles que deixarem de comer carne, irão renascer como Brâmanes, sábios e ricos. Carne que se tenha visto, ouvido, ou suspeita-se ter vindo de um animal abatido para consumo, deve ser condenada. Teóricos que nascem como comedores de carne não vão entender isso. Essas pessoas farão comentários tolos sobre comer carne, dizendo: "A carne é adequada para comer, aceitável e autorizada pelo Buda." Um adepto aprecia comida vegetariana em quantidade adequada e vê a carne como imprópria para consumo, como a carne de seu próprio filho. Para aqueles que estão residindo na compaixão, eu proíbo a carne em todos os momentos e em todas as circunstâncias. Comer carne é uma situação horrorosa e impede o progresso em direção ao Nirvana. Abster-se de comer carne é a marca dos sábios.04

No Sutra Parinirvana, Buda falou para seu discípulo Kashyapa:

    Filho abençoado, aqueles que têm a atenção plena dos shravakas, não estão autorizados a comer carne de agora em diante. Mesmo que seja oferecido carne com fé genuína, deve-se vê-la como a carne de nosso próprio filho.

 O Bodhisattva Kashyapa perguntou a Buda: "Senhor, por que você não permite que se coma carne?" Buda respondeu:

     Filho abençoado, comer carne prejudica o desenvolvimento da compaixão, portanto, todos aqueles que seguem o caminho do Buda, não deveriam comer carne de agora em diante. Kashyapa, onde quer que um comedor de carne deite, sente ou ande, outros seres sencientes tornam-se temerosos ao sentir o cheiro dele. Filho abençoado, assim como quando um homem come alho, os outros se afastarão por causa de seu mau cheiro, do mesmo modo, quando os animais sentem o cheiro do comedor de carne, eles temem a morte ...

Kashyapa perguntou a Buda: "Senhor, como monges, monjas e aprendizes são dependentes de outras pessoas para a sua alimentação, o que eles devem fazer quando lhes são oferecidos alimentos com carne?" Buda respondeu a Kashyapa:

    Separe o alimento e a carne, lave o alimento e depois coma. Você pode usar sua tigela de mendicância, se ela não tiver o cheiro ou o gosto da carne, do contrário você deve lavar a tigela. Se a comida tiver muita carne, não se deve aceitá-la. Não coma alimentos se você vir que há carne nos mesmos; se você fizer isso irá acumular não-virtude. Se eu falar minuciosamente sobre as razões de eu não permitir comer carne, não haverá fim. Eu não permito comer carne. Eu dei uma resposta breve, pois é chegada a hora do meu parinirvana.05

Buda elucidou ainda mais as falhas sobre comer carne no Sutra Angulimala, bem como no Compêndio dos Preceitos Shikshasamuccaya. Além disso, o ensinamento terma de Padmasambhava, chamado Rinchin Dronme, condena claramente o consumo de carne, tanto para leigos, quanto para pessoas ordenadas: "Todos os seguidores de Buda - monges ou monjas, aprendizes ou leigos - têm sete princípios fundamentais a seguir. Estes são: ‘os quatro princípios raiz’06, a abstinência de álcool, de carne e de alimentos à noite."

Apesar de alguns poderem argumentar que a condenação da carne pelo Buda, aplica-se apenas `as sete classes de votos Theravadayana07, e não está relacionada ao Mahayana e ao Vajrayana, a seguinte passagem do sutra Mahayana indica o contrário:

    Comer carne é uma dieta que perpetua os três reinos [do Samsara: reinos do desejo, da forma e da não-forma]. É uma espada que corta o potencial de liberação. É um fogo que queima a semente do Estado Búdico. É um raio de relâmpago que dá fim ao renascimento nos reinos superiores ou a um renascimento humano precioso.

Uma vez que comer carne não é aprovado para ninguém, - não para monges, monjas ou leigos - aqueles que são praticantes budistas comprometidos, não deveriam comer carne nunca. Aquele que tomou o voto de Bodhisattva, incorrerá em grande falta, se comer a carne de seres sencientes que foram nossos pais em vidas passadas. Mesmo no Vajrayana, a carne é proibida até que se alcance a visão última da percepção pura.08

Trulshig Pema Düdül Rinpoche, narra uma visão pura que ele teve, após a qual parou de comer carne para sempre:

    O Grande Compassivo [Avalokiteshvara] apareceu no céu a minha frente e falou: "Você fez algum progresso no caminho e adquiriu algum conhecimento, mas você carece de amor e compaixão. A compaixão é a raiz do Dharma e com compaixão é impossível comer carne. Uma pessoa que come carne, experimentará muito sofrimento e doença. Olhe para os miseráveis! Cada um está experienciando o sofrimento de acordo com seus feitos... Aquele que deixa de comer carne, não vai experienciar esse sofrimento. Em vez disso, os Budas e Bodhisattvas, e o guru, deidades e dakinis, irão regozijar-se e protegê-lo."

Muitos outros adeptos renomados condenaram a carne como um alimento venenoso. Machig Labdrön, a legendária praticante de chöd09, disse: "Para mim, comer carne está fora de questão. Eu sinto grande compaixão, quando vejo animais indefesos, olhando para cima com olhos temerosos". Rigzin Jigme Lingpa, um grande iogue da tradição Nyingma, afirmou:

    Assim como na história de Arya Katyayana indo pedir comida10, vejo que o animal do qual esta carne veio, foi nossa mãe em vidas anteriores. Se assim for, podemos comer a carne de nossa própria mãe, que foi abatida por açougueiros? Imagine quanta preocupação surgiria! Portanto, se refletirmos sinceramente, de modo algum não sentiremos compaixão pelo animal.

Algumas pessoas que afirmam ser praticantes, dizem: "pelo menos um pouco de carne e álcool é necessário para manter-se saudável, caso contrário, fraqueza ou morte poderiam ocorrer." Isto não é verdade. No entanto, mesmo se a morte vier por causa da prática do Dharma de abster-nos de carne e álcool, isso então valerá a pena. Como o grande adepto Tsele Rigzin11 disse:

Do fundo do meu coração eu rezo (para)
Nunca estar com carnívoros e bebedores.
Nesta e nas vidas que virão
Possa um ordenado nunca nascer onde carne
E álcool são usados sem moralidade.
Mesmo se eu morrer
Devido à ausência de carne e álcool,
Eu estarei vivendo em conformidade com os preceitos do Buda.
Assim eu serei um praticante genuíno!

O Bodhisattva Jigme Chökyi Wangpo [Patrul Rinpoche] disse:

    Como Budistas, tomamos o refúgio triplo12. Para tomar refúgio no Dharma, é preciso praticar a não-violência para com os seres sencientes. Assim, se continuarmos a comer carne - a qual veio do abate de animais inocentes - então não é isso uma contradição dos nossos compromissos budistas?

Conhecendo todas as falhas do consumo de carne e álcool, eu fiz o compromisso de abster-me em frente da grande árvore Bodhi, em Bodhgaya, tendo os Budas e Bodhisattvas das dez direções como minhas testemunhas. Eu também declarei essa conduta para todos os meus monastérios. Portanto, pede-se a quem quer que me escute, não transgredir esse aspecto crucial da conduta ética Budista.


Notas:
01.Sutra Lankavatara (tib. Lang kar gshegs pa’i mdo)
02.Na cosmologia budista, há seis reinos de existência samsárica, todos marcados por seus próprios tipos de sofrimento. O reino dos deuses é marcado pela preguiça e subseqüente falta de mérito acumulado, o que leva ao temor de descer aos reinos inferiores ao final de sua vida longa e luxuosa. Os deuses invejosos (asuras) têm uma vida exuberante, mas estão sempre brigando por causa da inveja. O reino humano é marcado pelo sofrimento do nascimento, velhice, doença e morte; o sofrimento experienciado quando as coisas mudam, o sofrimento que combina o sofrimento anterior e o sofrimento resultante da ação negativa anterior. O reino animal é marcado pela ignorância, os animais não podem falar com outras espécies e por isso são facilmente explorados pelos seres humanos e estão freqüentemente em situações indefesas ou temíveis. Os fantasmas famintos (pretas) têm desejo insaciável e apego, e são descritos como tendo bocas minúsculas e barrigas enormes, o que os leva a estar perpetuamente famintos e sedentos. O sexto reino representa a raiva e o ódio, e inclui oito tipos de infernos quentes, oito tipos de infernos frios e outros dois tipos de inferno. Chatral Rinpoche está se referindo aos dois tipos de infernos quentes – o que ferve e o que queima.
03.Shravaka é um tipo de praticante de meditação budista, altamente realizado, de acordo com a tradição Theravayana.
04.Sutra Lankavatara (tib. Lang kar gshegs pa’i mdo)
05.Parinirvana refere-se à passagem física do Buda do reino humano, para o estado da Iluminação perfeita.
06. Os quatro princípios raiz são, abster-se do seguinte: má-conduta sexual, matar, roubar e mentir.
07.As sete classes de votos vinaya são: votos de monge, votos de monja, votos de monge aprendiz, votos de monja aprendiz, votos intermediários de monja, votos masculino e feminino para praticantes leigos.
08.Um iogue avançado como Tilopa, pode liberar animais como peixes, ao consumir as partes de seu corpo morto. Outra prática ióguica avançada, é comer o que normalmente é considerado tabu, vendo isso como o puro néctar na sua essência.  (Nota da revisão de Shabkar.org: incluindo nisto estão as “cinco carnes”; de elefante, cachorro, vaca, cavalo e humanos e os “cinco néctares”; de urina, fezes, cérebro, sangue e sêmen).
09.Chöd significa “cortar” e é uma prática para a destruição do apego ao “eu”, através da oferenda de seu próprio corpo, cortado em pedaços e convertido em puro néctar, como sustento para os iluminados, os fantasmas famintos, demônios e outros seres sencientes. É tradicionalmente praticada em cemitérios e crematórios.
10. Um dia o arhat Arya Katyayana, enquanto pedia oferendas de alimento, encontrou um homem com uma criança no colo. O homem comia um peixe prazerosamente e jogava pedras em uma cadela que tentava pegar os ossos. Entretanto, o que o mestre viu com sua clarividência foi: o peixe havia sido o pai do homem naquela mesma vida e a cadela havia sido a mãe. Um inimigo que ele havia matado em uma existência passada, tinha renascido como seu filho como pagamento cármico pela vida que ele tirara. Katyayana exclamou: “Ele come a carne do pai, bate na mãe, e embala no colo o inimigo que matou; a esposa está mordiscando os ossos do marido. Dou gargalhadas ao ver o que acontece no show do samsara! – As Palavras do Meu Professor Perfeito, de Patrul Rinpoche. Editora Makara.
11.Tsele Natsok Rangdrol (rTse le sNga tshogs Rang grol, 608-?).
12.“Refugio triplo” significa tomar refugio no Buda, no Dharma (os ensinamentos do Buda) e na Sangha (a comunidade dos praticantes).



Parte do capítulo 2, do livro “Compassionate Action” de Chatral Rinpoche, editado, introduzido e anotado por Zach Larson. Editora Snow Lion Publications. USA 2007.

Tradução do tibetano para o inglês de Geshe Thubten Phelgye e Aaron Gross, revisado por Zach Larson. Tradução do inglês para o português de Marcelo Saula, revisado por Pema Chödren.

Traduzido e publicado com a permissão de Zach Larson.  Abril de 2011.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Templo Odsal Ling


Trailer do filme sobre o Templo Odsal Ling, em Cotia - São Paulo.
Infelizmente ainda sem legendas.

domingo, 10 de abril de 2011

Karmapa no Kagyu Monlam de 2007

Karmapa no Kagyu Monlam de 2007


    Sua Santidade, XVII  Karmapa, Orgyen Trinle Dorje é vegetariano há alguns anos. Em 03 de janeiro de 2007, durante o Kagyu Monlam em Bodhgaya na India, ele fez uma forte declaração condenando o consumo de carne em seus centros e monastérios. Com efeito imediato:

  * Nenhum tipo de carne deve ser preparada nas cozinhas de qualquer centro ou monastério Kagyu.
  * Ninguém deve estar envolvido no negócio de compra e venda de carne - para todos seus alunos esta prática deve parar.   
  * Não deve haver abate de animais em recintos Kagyu.
  * O Karmapa está ciente que monges usando vestimentas monásticas têm comprado carne e não quer ver isso nunca mais.

    Sua Santidade também citou mestres espirituais do passado, que condenaram a prática de usar o Tsok (prática de oferenda, acumulação e purifiação) como desculpa para comer carne e beber álcool. Não deixando nenhum espaço para interpretações, o Karmapa disse que quem usa carne e álcool como Tsok não faz parte da linhagem do Karmapa.

    Por outro lado, assim como Chatral Rinpoche e outros grandes mestres, o Karmapa está envolvido com a prática de Tsethar, a prática budista de salvar a vidas. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Budadharma


"Budadharma... não é apenas para a realização espiritual, tal como a iluminação, mas também para a paz no mundo e igualmente para a paz, harmonia e satisfação individual."
Dzongsar Khyentse Rinpoche

(nota: a  foto também é de Dzongsar Khyentse Rinpoche)

terça-feira, 5 de abril de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

Cinquenta anos de prostações


Encontrei essa foto na rede, abaixo dela a seguinte legenda: 
"Cinquenta anos de prostações. Lunana, Butão."


sábado, 2 de abril de 2011

Rinchen Terdzo



    Vídeo com imagens das iniciações Rinchen Terdzo no Monastério Mindrolling na Índia. As cerimonias ocorreram em 2009 e duraram 4 meses, S.E. Taklung Tsetrul Rinpoche conferiu as iniciações (wang) e Namkhai Nyingpo Rinpoche conferiu a transmissão oral (lung), ao todo foram mais de 60 volumes de textos e mais de 800 iniciações.
  
    Participaram das iniciações Khyentse Yangsi Rinpoche, Dudjom Yangsi Rinpoche, Minling Khenchen Rinpoche, Khamtrul Yangsi Rinpoche, Tulku Penam Rinpoche, Yangsi Tulku Urgyen Rinpoche, Lhatul Rinpoche, Chogon Rinpoche, Tsoknyi Rinpoche e Nechung Kuten Rinpoche. Também estiveram presentes muitos outros Rinpoches, tulkus, khenpos, monges e monjas dos Monastérios Namdroling, Shechen, Dorge Dhak, Shungseb e alguns outros do Nepal e Butão.

    Esta foi a segunda vez que isso aconteceu no Monastério Mindroling, a primeira aconteceu em 1978 e foram necessários seis meses para sua conclusão. Na época Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche conferiu as iniciações e Sua Santidade Dodrubchen Rinpoche conferiu a transmissão oral.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Yanglesho



    Yanglesho é uma caverna sagrada de Guru Rinpoche em Pharping, perto de Kathmandu no Nepal. No "Grande Tesouro de Bençãos" (A Great Treasure of Blessing - A Book of Prayers to Guru Rinpoche) é dito:

    "Então, em Yanglesho, hoje Pharping no Nepal, ele praticou a sadhana de Yangdak Heruka com a consorte Shakyadevi, filha de um rei do Nepal. Espíritos poderosos causavam uma seca que durava três anos, havia fome e doenças, então Padmasambhava pediu a seus mestres na Índia um ensinamento para contê-los. Dois homens retornaram carregados com os tantras e comentários de Vajrakilaya, e no momento que chegaram os obstáculos foram pacificados. Guru Rinpoche e Shakyadevi alcançaram o terceiro nível de vidyadhara, "grande selo de vidyadhara ou mahamudra". Guru Rinpoche reconheceu que Yangdak é como um comerciante engajado na realização do negócio, o sucesso pode ser grande, mas há obstáculos, ao passo que Vajrakilya é como uma escolta armada, ele é necessário para evitar e superar os obstáculos. Então ele compôs sadhanas de Yangdak e Vajrakilaya, combinadas e vinculadas aos guardiões de Vajrakilaya para proteger os ensinamentos.


    No teto da caverna existe uma cavidade que acredita-se ter sido feita pelo chapéu de Guru Rinpoche em um momento que ele se levantou e tocou o teto com sua cabeça. Peregrinos que visitam esta caverna costumam meditar com suas cabeças dentro da cavidade.


    Ao lado da caverna fica o monásterio de Chatral Rinpoche.