sábado, 29 de julho de 2017

Lembrando Manoel Vidal


Homenagem do Chagdud Gonpa ao Manoel Vidal

Estimada sangha e amigos,
Perdemos um grande amigo na semana passada — Manoel Vidal morreu inesperadamente na sexta-feira, 21 de julho. Por mais que, como praticantes budistas, contemplemos a impermanência e a morte, às vezes nos custa acreditar nas notícias, ou aceitá-las. Eu achava que o Manoel seguiria envelhecendo com elegância, um sábio de cabelos prateados, radiante na devoção por seus professores, orientando a nova geração com uma combinação de conhecimento budista e sabedoria profundamente integrados e o ‘jeitinho brasileiro’.

Minhas lembranças do Manoel remontam ao período em que Chagdud Tulku Rinpoche e eu fizemos uma longa viagem pelo Brasil em 1994, minha primeira viagem. Manoel, como tradutor e organizador dos eventos, era atento a cada detalhe. Aquele foi um momento crucial, pois Rinpoche precisava decidir se seria um lama visitante ou se assumiria um compromisso completo, mudando-se no Brasil. Manoel e outros naquele primeiro círculo de pessoas próximas da sangha ofereceram devoção, prática sólida e serviço, além de muita alegria. Rinpoche deixou sua mandala confortável na América do Norte e fundou o Chagdud Gonpa Brasil.

Muitos desses primeiros alunos estavam no Khadro Ling para o drubchen da Essência do Sidi e, inspirados por Bel Pedrosa, querida amiga do Manoel, nos reunimos para lembrar os detalhes do que ele realizou. As especificidades de datas, nomes e eventos tendem a se dissolver no espaço com o passar do tempo. Porém, nosso afeto e apreço pelas qualidades do Manoel ― sua generosidade altruísta, seu olhar visionário, suas habilidades advocatícias, sua capacidade como tradutor e seu imenso amor pelos ensinamentos budistas ― não se dissipam. Tal como uma dedicação de mérito suprema, eles infundem a sangha e os seres sencientes com virtude e sabedoria duradouras.

Chagdud Khadro
Chokhor Duchen
27 de julho de 2017

domingo, 23 de julho de 2017

Um legado precioso


Dzongsar Khyentse Rinpoche e Manoel Vidal

"Um legado precioso"

"A Voz Gentil é um dos nomes de Manjushri, é também o significado de Jamyang, nome do meio de nosso professor e foi, nesta vida, uma qualidade marcante de nosso tradutor. Homenagem ao Manoel Vidal! 

Que boa fortuna partilhamos todas as vezes que pudemos relaxar nossas mentes na certeza de que estávamos diante daquele que buscava, com profunda habilidade, as palavras mais precisas para traduzir os ensinamentos mais sagrados. Saber que o Manoel seria o tradutor produzia um estado de contentamento que certamente ajudou a todos os que tiveram o privilégio de ouvi-lo a acessar o Dharma de forma segura. Baseado em sua própria devoção, tornou-se para nós uma ponte sólida e confiável, que refletia o resultado de sua vida de prática rigorosa e dedicação incansável ao caminho espiritual. O legado de generosidade e disciplina, concentração e esforço do Manoel ficará para todos nós como inspiração e, especialmente para os tradutores, como exemplo do que é possível realizar a partir de uma conexão genuína com o professor e a linhagem. 

É dito que o presente mais valioso que se pode oferecer a um mestre é a prática dedicada dos ensinamentos que recebemos. O Manoel foi um aluno que realizou plenamente esta forma de oferenda, não só pessoalmente, como se tornando um veículo hábil para que outros pudessem também praticar, criando uma teia de interdependência que continuará se estendendo no tempo e espaço, multiplicando seus méritos de forma infinita. Isso é compaixão.

Com imensa gratidão, que possamos nos unir em nossas preces e dedicar os méritos para nosso amigo espiritual, que nos honrou por tantos anos com sua presença suave.

Manoel Vidal nos deixou dia 21 de Julho de 2017. Manoel era um dos fundadores e principal conselheiro do Siddharthas's Intent Brasil. Uma cerimonia irá acontecer comemorando a sua contribuição para a expansão do Budismo no Brasil. Por favor, compartilhe aqui conosco fotos que tenha dele. Se quiser oferecer lamparinas durante os 49 dias, encorajamos que o faça através do Khadro Ling - Chagdud Gonpa Brasil."

fonte: facebook do Siddhartha's Intent Brasil

O ensinamento em português

Sua Santidade Dalai Lama e Manoel Vidal, Templo Zu Lai, 2006
Manoel Vidal partiu no último dia 21, nos deixou um precioso legado, a transmissão dos ensinamentos budistas em português.
Quando comecei a conhecer o budismo, lá em 1994,  Manoel fazia a tradução dos ensinamentos de Chagdud Tulku Rinpoche.

Naquela época, meu inglês era muito limitado, e as traduções do Manoel me soavam como uma extensão da mente de Chagdud Rinpoche. Na sequência, Manoel traduziu o livro "Os Portões da Pratica Budista", de Chagdud Rinpoche, e isso tudo me fez ter a certeza de que esse era o caminho que eu queria seguir.

Depois disso, tive o meu primeiro contato com Sua Santidade Dalai Lama, lá estava o Manoel, sentado timidamente ao seu lado, traduzindo o Seminário Valores Humanos e sua Prática na Vida Cotidiana, que aconteceu em Curitiba, Paraná, em 1999.

Então, recebemos a maravilhosa noticia de que Dzongsar Khyentse Rinpoche viria para o Brasil ensinar sobre o Caminho do Bodisatva, de Shantideva, e... Manoel foi a tradutor, deixando registrado na mente dos presentes e em gravações esses preciosos ensinamentos, transmitidos de forma única por Khyentse Rinpoche.

Com o tempo, meu inglês evoluiu, comecei a entender um pouco do que os mestres ensinavam, mas as traduções sempre me ajudaram a esclarecer e entender corretamente o que esses Grandes Mestres nos transmitiam. Se optei pelo caminho budista ainda com meu inglês capengando, devo muito aos tradutores, e o amigo Manoel foi responsável por muitas dessas traduções que me tocaram o coração.

Muito Obrigado Manoel. 

Manoel Vidal e Arnaldo Bassoli, traduzindo Sua Santidade Dalai Lama no Templo Zulai em 2006.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Dudjom Lingpa


Dudjom Lingpa

"Dungsey Shenphen Dawa Rinpoche me instruiu a compartilhar esta foto,
 desta estátua abençoada pelo próprio Dudjom Lingpa.
Você pode imprimi-la e mantê-la em seu altar.

Sinta-se a vontade para compartilha-la para o benefício de todos os seres.

Mas, não use esta foto para fins comerciais. Esta estátua é do Tengam pessoal de Rinpoche.

Obrigado .
Muito amor ,
Namgay Dawa Rinpoche"

fonte: facebook de Namgay Dawa Rinpoche

Louvor as Vinte Uma Taras

 
Em 25 de agosto de 1996, o último dia da visita de Nyoshul Khen Rinpoche a Lerab Ling, no verão de 1996, Khandro Tsering Chödrön, Mayum Tsering Wangmo e Damchö Zangmo estão cantando o "Louvor as Vinte e Uma Tara" na presença de Nyoshul Khen Rinpoche e Sogyal Rinpoche.

fonte: facebook de Sogyal Rinpoche